Cashew-Anbau auf den Bijagos
Nachhaltige Landwirtschaft

Faire Cashews aus den Bijagos

Cashew ist ein wichtiges Standbein der Region. Mit Bio-Zertifizierung schaffen wir fairen Marktzugang und bessere Preise für die Anbauer.

Wir begleiten lokale Anbauer auf dem Weg zur Bio-Zertifizierung – von der Anbaupraxis bis zum Marktzugang. So bleibt mehr Wertschöpfung auf den Inseln.

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Aktiv

Bio-Anbau begleiten

Beratung zu nachhaltiger Anbaupraxis ohne Chemie – gut für Böden, Menschen und die Ernte.

Aktiv

Zertifizierung & Marktzugang

Begleitung durch den Zertifizierungsprozess und Aufbau von Vertriebswegen für faire Preise.

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Aktiv

Wertschöpfung vor Ort

Verarbeitung und Verkauf bleiben in der Region – das stärkt Einkommen und Gemeinschaft.

Mitmachen

Für Einheimische

  • Schulungen zu Bio-Anbau
  • Unterstützung bei der Zertifizierung
  • Fairer Marktzugang

Für Gäste & Partner

  • Anbau & Verarbeitung kennenlernen
  • Kooperationen & Abnahme
  • Cashew-Produkte aus den Bijagos

Interesse an Zusammenarbeit oder Abnahme? Schreib uns – wir melden uns persönlich.

Europa kauft unseren Cashew gern – verlangt aber sauberen, gesunden Boden ohne Chemie. Das EU-Bio-Siegel beweist das und macht unseren Cashew deutlich wertvoller. Die Bijagós-Inseln (UNESCO-Biosphärenreservat) sind dafür ideal: hier wurde kaum je mit Chemie gearbeitet. Unten zuerst der Fahrplan für Unterstützer (Deutsch), danach die einfache Anleitung für die Bäuerinnen und Bauern (Portugiesisch).

Fahrplan zur EU-Bio-Zertifizierung (24 Monate)

Bei Dauerkulturen wie Cashew gilt normalerweise eine Umstellungszeit von 3 Jahren. Durch verlässliche Nachweise (Satellitenbilder, Zeugen, Biosphärenreservat-Status) und einen risikobasierten Ansatz lässt sie sich oft auf 2 Jahre verkürzen.

Phase 1 · Monat 1–3

Vorbereitung & Struktur: Rechtsträger/Kooperative gründen, Zertifizierungsstelle wählen, internes Kontrollsystem (IKS) aufbauen, alle Cashew-Gärten per GPS erfassen, Bauern und IKS-Team schulen.

Phase 2 · Monat 4–18

Umstellung & IKS: Dokumentation auf Farm-Ebene (Inputs, Erntemengen), regelmäßige interne Kontrollen, getrennte Bio-Verarbeitung/Lagerung, Vor-Audit.

Phase 3 · Monat 19–24

Erstaudit & Zertifikat: internes Final-Audit (M20), externes Audit der Zertifizierungsstelle (M22), Mängelbehebung/CAP (M23), Zertifikat – EU-Bio-Logo nutzbar (M24).

Rollen & Verantwortlichkeiten

RolleAufgabenOrt
ZertifikatsinhaberRechtliche Verantwortung, Vertrag mit Zertifizierungsstelle, Exportlizenzen, Vertrieb.Bissau / Europa
IKS-Manager (internes Kontrollsystem)Herzstück: Dokumente, Schulungen, Steuerung der Feld-Scouts, Kontakt zur Zertifizierungsstelle.Bissau / Bubaque
Feld-Scouts / Lead FarmersBauern besuchen, Parzellen per GPS messen, Bio-Regeln prüfen, Erntedaten sammeln.Bijagós-Inseln
Cashew-BauernBio-Regeln einhalten (keine Chemie), Ernte korrekt trennen, Bio-Verträge unterzeichnen.Bijagós-Inseln
VerarbeitungsleitungTrennung Bio/konventionell, Reinigung der Maschinen, Lager, Chargen-Rückverfolgung.Fabrik / Lager
ZertifizierungsstelleAudits, Zertifikatsausstellung, Meldung an die EU-Kontrollbehörde.Europa + Inspektor vor Ort

Kostenblöcke (Schätzung Jahr 1)

Annahme: ca. 500 Klein­bäuerinnen/-bauern, rund 1.000 Hektar.

BlockBeschreibungKosten (EUR)
ZertifizierungsgebührenAudit, Zertifikat, Reise des Inspektors (Flug Bissau + Bootscharter zu den Inseln).8.000 – 15.000 €
IKS-Aufbau & BeratungHandbücher, IKS-Software, Schulungsmaterial.5.000 – 10.000 €
Personal (IKS-Team)IKS-Manager + 3–4 Feld-Scouts (hohe Bootskosten für Inselrundfahrten).15.000 – 25.000 €
Infrastruktur & LogistikGPS-Geräte, Parzellen-Schilder, Bio-zugelassene Reinigungsmittel, ggf. Lager-Trennwände.5.000 – 10.000 €
SonstigesBauern-Gebühren, Übersetzungen, Puffer.3.000 – 5.000 €
Gesamt Jahr 1ca. 36.000 – 65.000 €

Ab Jahr 2 sinken die Kosten (System etabliert, kein externer Berater zwingend): ca. 25.000 – 40.000 € / Jahr.

Dokumentation & Audit (Kurzüberblick)

Lückenlose Rückverfolgung „vom Baum bis zur Fabrik" (EU-Verordnung 2018/848). Wichtige Dokumente: Bio-Handbuch & Risikobewertung, Verträge mit jedem Bauern, georeferenzierte Parzellen-Karten, Produzenten-Verzeichnis, Ernte- und Lagerbücher, Reinigungsprotokolle, Verkaufsrechnungen mit „EU-Bio"-Kennzeichnung und Transaction Certificate je Export.

Erstaudit (während/nach der Haupternte, ca. Feb–Apr): Eröffnungsmeeting → Feldinspektion auf den Inseln (Inspektor wählt zufällig 10–20 % der Bauern, GPS-Abgleich, Befragung, Suche nach verbotenen Stoffen) → Betriebsaudit (Trennung Bio/konventionell, Lager, Rückverfolgungs-Stichprobe) → Dokumenten-Check & Abschlussmeeting → CAP (T+14) → Zertifikat (T+30–60).

Geeignete Zertifizierungsstellen

  • Ecocert (FR/DE) – sehr stark in Westafrika, Büro in Dakar, „Goldstandard" für afrikanische Bio-Produkte.
  • Control Union (NL/DE) – flexibel bei Biosphärenreservaten, Kombipakete (Bio + Fairtrade).
  • CERES (DE) – starke Vorab-Beratung, erfahren bei tropischen Nüssen und Kleinbauern.
  • Bureau Veritas (FR) – Präsenz in Guinea-Bissau, anerkannt, eher bürokratisch.
Strategischer Tipp: Den UNESCO-Status der Bijagós sofort ansprechen. Unter der EU-Öko-Verordnung 2018/848 gibt es Erleichterungen bei Umstellungszeit und Kontrollen für Gebiete ohne konventionelle Landwirtschaft – das kann die Umstellung von 3 auf 1–2 Jahre verkürzen.

🌴 Caminho do Caju Bijagós: o Selo «BIO» da Europa

O que é isto? A Europa quer comprar o nosso caju, mas exige que a nossa terra seja limpa e saudável (sem químicos/venenos). O «Selo Bio» é um certificado que prova isso e faz o nosso caju valer mais dinheiro! 💰

🗺️ O nosso caminho (passo a passo) — cerca de 2 anos

📅 Passo 1 · Meses 1–3

A organização: reunir os produtores, medir as terras com GPS, todos assinam o compromisso de não usar química, formar os «Monitores» da própria ilha.

📅 Passo 2 · Meses 4–18

O cuidado da terra: colher o caju como sempre, sem veneno nem adubo químico. Os Monitores visitam os pomares e anotam a produção.

📅 Passo 3 · Meses 19–24

A inspeção: um «Inspetor» de uma empresa europeia desembarca, escolhe alguns produtores por sorteio, vê a terra e confere os papéis.

📅 Passo 4 · Mês 24+

A vitória: se estiver tudo certo, recebemos o Certificado BIO e vendemos por um preço muito melhor! 🎉

👥 Quem faz o quê?

Quem é?O que faz?Onde fica?
👨‍🌾 Eu (Produtor)Cuido do meu pomar, não uso química, junto o meu caju separado e dou os recados ao Monitor.Na minha ilha
📋 O MonitorMeu guia: tira o GPS, visita a minha terra, anota a produção e ensina as regras.Na minha ilha
👨‍💼 O Gestor do ProjetoCuida dos papéis grandes, fala com os europeus, organiza os barcos e a fábrica.Bissau / Bubaque
🔍 O Inspetor EuropeuÉ o juiz: vem uma vez por ano verificar se dizemos a verdade.Vem de fora

🛑 As 4 regras de ouro (para não perdermos o selo)

❌ 1. Nada de química: proibido comprar ou usar veneno (inseticida) ou adubo químico (ureia, NPK). Se houver doença, avisar o Monitor para usar remédios naturais.
✅ 2. Separar o caju: o caju «Bio» não se mistura com o «normal». Sacos separados e limpos.
✅ 3. Limpeza no armazém: o local deve estar limpo, sem lixo e sem restos de químicos de outras culturas.
✅ 4. Dizer a verdade: responder com honestidade ao inspetor. Mentir faz o projeto inteiro perder o selo.

🔎 Como é o dia da inspeção? (Não tenham medo!)

  1. 🤝 Reunião: ele chega, cumprimenta e explica o que vai fazer.
  2. 🚤 Viagem: apanha um barco para as ilhas escolhidas.
  3. 📍 No pomar: liga o GPS para confirmar a terra; olha as plantas e o chão (não pode haver garrafas de veneno vazias).
  4. 💬 Conversa: pergunta «O que usa para as pragas? Quem ajudou a colher? Onde está o seu caju?»
  5. Fim: vai embora. Se estiver tudo limpo, o selo chega!

🏢 Quem vem dar o selo?

São empresas pagas pelo projeto para auditar. As principais na nossa região: ECOCERT (a mais famosa para caju na África Ocidental, vem do Senegal), CONTROL UNION (forte e flexível com as regras das ilhas) e CERES (empresa alemã, rigorosa mas justa). Os agricultores não precisam de contactar estas empresas — o Gestor do Projeto trata disso. Basta mostrar um pomar limpo e bonito!

🌱 «Caju limpo, ilha pura, futuro melhor para as Bijagós!» 🌱

Projeto Caju Bio · Ilhas Bijagós, Guiné-Bissau — Reserva da Biosfera da UNESCO. Roadmap segundo o Regulamento (UE) 2018/848.

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